Hoje Brumas ganhou outros olhos.
Recebi o prefácio escrito por Onévio Antonio Zabot, presidente da AJL - Academia Joinvilense de Letras.
Há algumas semanas tenho convivido diariamente com os poemas de minha mãe: procurando-os nos jornais, organizando datas, comparando publicações e muitas vezes tentando compreender sua subjetividade e intenção.
Chocando-me às vezes, amando-os todas as outras. Sim, sou sua fã.
Mas hoje aconteceu algo diferente.
Li alguém lendo Beatriz.
É estranho: um misto de orgulho, satisfação, sensação de dever cumprido e, ao mesmo tempo, um friozinho na barriga.
Durante a pesquisa, tantas vezes olhei para aqueles versos como filha, pesquisadora e organizadora.
Agora começo a vê-los chegando a outros leitores.
Talvez seja esse o momento em que um livro começa, verdadeiramente, a deixar a mesa de quem o prepara e caminhar em direção ao mundo.
Brumas está começando essa caminhada.
Gratidão por tudo isto!
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