sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Brumas - em movimento

 



Hoje, 4 de setembro de 2026, às 21h20, aconteceu uma coisa que há exatamente um mês eu não poderia imaginar: enviei Brumas — Poesia, memória e imprensa em Joinville nos anos 1970 para o Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura.

No dia 4 de agosto, entrei no Arquivo Histórico de Joinville procurando os poemas que minha mãe, Haydêe Beatriz Schossland, havia publicado no Jornal de Joinville há mais de cinquenta anos.

Eu conhecia apenas dois.

A ideia era simples: encontrar os poemas, reuni-los e fazer um livro.

Mas as páginas antigas do jornal começaram a devolver muito mais do que eu havia ido procurar. Vieram poemas, histórias, personagens, relações, pedaços da Joinville dos anos 1970 e uma dimensão da vida literária de minha mãe que nem eu conhecia.

No caminho, apareceu uma exposição. Depois vieram ilustrações, audiovisual, tardes literárias, uma versão digital, a distribuição gratuita de 300 livros e, sobretudo, pessoas que acreditaram que aquela pesquisa familiar poderia se transformar em um projeto cultural.

Assim nasceu a equipe de Brumas.

E nasceu depressa.

Muito depressa.

Minha contribuição para Brumas é a pesquisa que fiz, a organização dessa obra e a história que me trouxe até ela. Para aquilo que não sei fazer, reuni pessoas que sabem.

Talvez uma das coisas mais bonitas que este mês tenha me ensinado seja justamente esta: um projeto não deve nascer das habilidades de uma única pessoa. Ele deve ser o resultado do movimento de muitas  pessoas.

Minha mãe escreveu.

E cinquenta anos depois, seus poemas estavam lá, esperando nas páginas de um jornal que já nem existe mais.

Hoje, eles chegaram a um edital estadual de cultura.

Em 16 de novembro, saberemos se Brumas foi aprovado.

Se for, teremos uma história maravilhosa pela frente.

Se não for, Brumas continuará existindo: os poemas foram encontrados, a obra está sendo reconstruída e Haydêe voltou a ser lida.

Há cinquenta anos, ela escrevia e entregava seus textos ao Jornal de Joinville.

Hoje, foi a minha vez de colocá-los em movimento.

Enviei Brumas.

Agora, seguimos esperando para descobrir até onde essas palavras ainda podem chegar.

Porque algumas histórias permanecem em movimento mesmo depois que pareciam ter adormecido em Brumas. ❤️

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Brumas - enquete em movimento

Este poema foi publicado sem título. 

         "Sabe o que pensei?...

Que nunca quis

tanto assim...

E, se quis

alguma vez,

pelo pouco que quis

já nem lembro mais...

         Falo de querer Amor...

De querer Teus olhos

para minha Vida...

Falo de querer

o Teu abraço

misturando-se com o meu...

A Tua Saudade

acompanhando a minha...

O Teu Sorriso,

beijando o meu...

Falo de querer até,

Tuas tristezas...

E de fazer em Ti,

a morada para o meu Viver!.."

Depois de mais de 50 anos, vamos finalmente dar um nome a ele? Qual seria? 

"Sabe o que eu pensei?"

"Morada"

"Nunca quis tanto assim"

Outro, qual?

O título mais votado será adotado na publicação de Brumas - Poesias de Haydêe Beatriz Schossland, com uma nota informando que foi escolhido por votação e participação especial do público. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Brumas - uma música em movimento





Trecho de uma poesia de mamãe, publicado no JJ, em 16/09/1975, seu aniversário de 24 anos.

Vídeo criado com inteligência artificial no Google Flow, como interpretação visual do texto.


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Brumas - poesias em movimento

Hoje Brumas ganhou outros olhos.

Recebi o prefácio escrito por Onévio Antonio Zabot, presidente da AJL - Academia Joinvilense de Letras.

Há algumas semanas tenho convivido diariamente com os poemas de minha mãe: procurando-os nos jornais, organizando datas, comparando publicações e muitas vezes tentando compreender sua subjetividade e intenção. 

Chocando-me às vezes, amando-os todas as outras. Sim, sou sua fã.

Mas hoje aconteceu algo diferente.

Li alguém lendo Beatriz.

É estranho: um misto de orgulho, satisfação, sensação de dever cumprido e, ao mesmo tempo, um friozinho na barriga.

Durante a pesquisa, tantas vezes olhei para aqueles versos como filha, pesquisadora e organizadora.

Agora começo a vê-los chegando a outros leitores.

Talvez seja esse o momento em que um livro começa, verdadeiramente, a deixar a mesa de quem o prepara e caminhar em direção ao mundo.

Brumas está começando essa caminhada.

Gratidão por tudo isto!


Brumas - uma história em movimento

Durante muitos anos, conheci apenas um texto escrito por minha mãe: "Tua Vida".

Eu sabia que, quando jovem, ela havia escrito para o Jornal de Joinville, na década de 1970. Mas não sabia quanto havia publicado, com que frequência escrevia ou por quanto tempo aquela atividade fizera parte de sua vida.

O tempo passou. Felizmente, os exemplares do jornal foram preservados e aquelas palavras permaneceram ali, espalhadas entre páginas que registravam o cotidiano de uma cidade.

Em agosto de 2026, comecei uma pesquisa no acervo do Arquivo Histórico de Joinville.

Fui procurar minha mãe aos 22, 23, 24 anos.

E comecei a encontrá-la.

A cada volume aberto, uma possibilidade. A cada página virada, a expectativa de reconhecer seu nome. Aos poucos, poemas que haviam permanecido separados por aproximadamente meio século começaram a voltar a se reunir.

Dessa pesquisa nasceu Brumas — Poesias de Haydêe Beatriz Schossland, projeto de recuperação, organização e devolução pública de uma produção literária que o tempo encobriu, mas não apagou.

Este portal acompanhará esse percurso.

Aqui serão compartilhados, progressivamente, fragmentos da pesquisa, histórias encontradas pelo caminho, imagens, documentos e os desdobramentos de Brumas.

Porque preservar uma obra não é apenas guardá-la.

É permitir que ela volte a ser lida.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Mosaico — Vidas em Movimento


 Bem-vindo ao Mosaico

Algumas memórias têm fotografias.

Outras têm apenas palavras.

Nenhuma delas merece ser esquecida.

Brumas - em movimento

  Hoje, 4 de setembro de 2026 , às 21h20 , aconteceu uma coisa que há exatamente um mês eu não poderia imaginar: enviei Brumas — Poesia, me...